Grandes conferências internacionais prometem muita coisa: milhares de participantes, agendas cheias e a oportunidade de conhecer tomadores de decisão que dificilmente seriam alcançados apenas por meio de prospecção tradicional. Mas sair de um evento com resultados concretos para o negócio exige mais do que um crachá e uma pilha de cartões de visita. É preciso ter estratégia.
Para entender como essa estratégia funciona na prática, conversamos com Erica Ferreira, Especialista em Relacionamento Corporativo da Cestas de Presente, que recentemente representou a empresa no Web Summit Rio 2026. A experiência dela traz aprendizados práticos para qualquer empresa que esteja avaliando se, e como, deve investir na participação em conferências internacionais.

Por que vale a pena investir em conferências internacionais
Perguntamos à Erica o que faz esses eventos valerem o tempo e o investimento de uma empresa que atua no mercado internacional.
“É como fazer meses de networking em poucos dias”, ela explica. “Temos milhares de tomadores de decisão reunidos em um só lugar. Por que não aproveitar?”
E o valor vai muito além da quantidade de pessoas. Esses eventos reúnem profissionais e empresas de mercados que talvez nem estivessem no radar da sua empresa, criando oportunidades de encontrar clientes e parceiros que dificilmente surgiriam de outra forma.
Como escolher as conferências internacionais certas para seus objetivos
Nem toda conferência tem o mesmo propósito, e entender essa diferença muda completamente a forma como uma empresa deve se preparar. Perguntamos à Erica como um evento amplo, como o Web Summit, se compara a eventos mais segmentados, como os que ela também frequenta no setor de iGaming.
“Um evento de iGaming é como pescar em um lago onde você já sabe onde estão todos os peixes”, explica. “Todo mundo na sala é relevante e as conversas rapidamente chegam ao ponto de falar sobre negócios.”
“O Web Summit é mais como estar em alto-mar. É ótimo para ganhar visibilidade, mas você precisa se esforçar mais para encontrar as pessoas certas”, ela acrescenta. “É uma dinâmica diferente e você precisa adaptar o seu discurso para cada situação.”
A principal lição para qualquer empresa que esteja planejando seu calendário de eventos é ter clareza sobre o objetivo de cada participação. Eventos mais focados são ideais quando velocidade e precisão são prioridades. Já grandes conferências podem ser mais interessantes quando o objetivo é ampliar a visibilidade e alcançar públicos e mercados diferentes.
Use reuniões rápidas para identificar oportunidades, não para fechar negócios
Sessões de networking rápido são comuns em grandes conferências, mas muitas vezes são mal aproveitadas. Perguntamos à Erica o quanto essas conversas de cinco a dez minutos realmente ajudam a identificar potenciais clientes.
“São muito valiosas”, ela diz. “Você não vai fechar um negócio em cinco minutos, mas consegue descobrir quem merece um contato mais aprofundado depois.”
Para que isso funcione, preparação é fundamental. Ter um discurso claro, objetivo e seguro, que possa ser apresentado naturalmente, faz toda a diferença entre uma sessão produtiva e uma oportunidade desperdiçada.
Deixe espaço para o inesperado
Uma agenda lotada pode acabar criando uma visão muito limitada do evento. Quando perguntamos à Erica o que as empresas deveriam priorizar além das reuniões já marcadas, a resposta teve menos a ver com planejamento e mais com estar aberto às oportunidades.
“Sinceramente, os momentos não planejados muitas vezes parecem mais autênticos do que os encontros agendados”, ela conta. “Dê a si mesmo um pouco de liberdade para circular e conversar com pessoas que não estavam na sua lista.”
Sessões menores, mesas-redondas e conversas informais fora da lista inicial de contatos podem gerar oportunidades inesperadas. Uma agenda bem planejada deve orientar sua participação no evento, mas não limitar suas possibilidades.
Comece ouvindo, não fazendo seu pitch
Em grandes eventos, a primeira impressão é criada rapidamente. Perguntamos à Erica o que faz uma boa primeira impressão e quais erros ela vê as empresas cometendo com mais frequência.
“Conheça seu pitch de trás para frente. Essa é a regra de ouro”, ela afirma. “Uma coisa que afasta as pessoas é tentar vender demais e rápido demais, em vez de simplesmente ouvir e buscar uma conversa de verdade, com troca dos dois lados.”
As empresas que tratam essas primeiras interações como conversas, e não apenas como oportunidades para apresentar seus produtos ou serviços, tendem a deixar uma impressão mais positiva e criar espaço para construir um relacionamento de verdade.
O follow-up faz parte do evento, não é uma etapa posterior
Perguntamos à Erica o que realmente faz um follow-up funcionar depois que uma conversa termina. A resposta deixa claro que o evento é apenas o começo.
“Agilidade é essencial. Entre em contato em um ou dois dias, enquanto você ainda está fresco na memória da pessoa”, ela explica. “Um toque pessoal, mencionando algo específico que vocês conversaram, faz toda a diferença. E tente não enviar mensagens de follow-up vazias. O conteúdo do e-mail é tão importante quanto a rapidez.”
Um follow-up que retoma algo específico da conversa tem muito mais impacto do que uma mensagem genérica enviada a partir de um template.
Use presentes corporativos como estratégia de relacionamento
Considerando sua área de atuação, perguntamos à Erica por que o presente corporativo continua sendo relevante em um cenário cada vez mais dominado por automação, prospecção digital e ferramentas de inteligência artificial.
“Conexões realmente humanas são difíceis de encontrar na era da IA”, ela afirma. “Por isso, hoje, presentear é uma das melhores formas de causar uma impressão duradoura. Um presente que alguém dedicou tempo para montar com as próprias mãos traz uma proximidade que e-mails e ligações, sinceramente, não conseguem transmitir. E, quando feito da maneira certa, demonstra cuidado com parceiros, clientes e colaboradores, ajudando a construir uma relação de confiança de verdade.”
Para Erica, os presentes corporativos podem fazer parte de toda a jornada de um evento, e não apenas do contato depois da conferência.
Antes do evento, um pequeno presente pode ajudar a garantir uma reunião. Durante a conferência, um presente bem escolhido no estande pode ajudar a empresa a se destacar e criar uma lembrança associada à marca. Depois do evento, um presente acompanhado de uma mensagem de follow-up ajuda a manter o relacionamento próximo enquanto a conversa ainda está recente.
Também perguntamos o quanto a personalização e o conhecimento cultural são importantes na hora de escolher presentes para clientes e parceiros internacionais.
“É algo que as pessoas realmente não querem fazer errado”, ela explica. “A cultura varia muito de um lugar para outro. Algo que talvez nem passe pela sua cabeça pode ser muito importante em determinados países, como a cor da embalagem ou o número de flores. Além disso, um presente personalizado mostra que você estava prestando atenção, e não apenas cumprindo uma tarefa.”
Um checklist para quem vai participar pela primeira vez
Perguntamos qual conselho Erica daria a uma empresa que participará de um grande evento internacional pela primeira vez.
“Vá com uma ideia clara do que você realmente quer vender, saiba identificar quem é o seu cliente, mas não se feche para experiências e oportunidades fora da sua lista de objetivos”, ela recomenda. “E faça o follow-up rápido, porque é aí que a verdadeira mágica acontece.”
O que diferencia as empresas que têm melhores resultados
O tamanho do evento, por si só, não gera valor para o negócio. As empresas que conseguem aproveitar melhor as grandes conferências internacionais são aquelas que chegam com uma estratégia clara, conversam com interesse genuíno em vez de simplesmente repetir um discurso ensaiado, fazem follow-up de forma rápida e personalizada e usam recursos como presentes corporativos para tornar sua presença memorável mesmo depois que o evento termina.
Para encerrar, perguntamos à Erica qual seria o principal conselho que ela daria a qualquer empresa quando o assunto é networking, construção de relacionamentos e presentes corporativos.
“Seja genuíno, faça o follow-up mostrando que você realmente se importa e não tenha medo de adicionar um toque pessoal, como um presente”, ela diz. “As pessoas se lembram disso por muito mais tempo do que de um cartão de visita.”
Agora você já sabe como conferências internacionais podem gerar oportunidades reais de negócio. E o que vem depois?
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Otavio Ribeiro é Brand Manager da GiftBasketsOverseas.com para a marca brasileira Cestas de Presente, além de atuar com Marketing Digital para o mercado Latino Americano. Apaixonado por música, esportes, presentes, viajar e aprender!